No link acima tem o áudio de uma entrevista minha sobre atendimento de bancos e serviços públicos via SMS e-mail e outros meios escritos.
Foto postada pela Mara no twitter que eu "roubei" para mostrar como havia gente...a foto mostra o auditório cheio com pessoas em pé e a mesa dirigida pela Mara, tendo ao lado o Antonio José e demais membros não dá para identificar.
Participei atendendo à convocação da DEPUTADA MARA GABRILLI que será relatora do ESTATUTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
Agradeço à Deputada Mara Gabrilli a organização deste evento importante para ouvir o que as pessoas com surdez necessitam em termos de saúde, educação, acessibilidade em geral. A mesa esteve composta por pessoas interessadas em nos ouvir. A assessoria da Deputada Mara incansável para que tudo corresse bem.
Tive a honra de ser citada pela Mara como "provocadora" de debate e ao dar um abraço no Antonio José ele reconheceu minha voz...claro estive empunhando o microfone um bom tempo! E conheci muita gente legal da que só conhecia pelo facebook!
Entreguei ao assessor da Deputada Mara, Rafael Públio, uma pasta contendo o Manifesto Sulp com 243 assinaturas.
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/3657
Entreguei também um texto com explicação sobre as necessidades de acessibilidade dos surdos usuários da língua portuguesa, dos usuários de próteses auditivas e implantes, surdos oralizados de maneira geral.
Entreguei ao Vereador Andrea Matarazzo, cópia de reportagens falando da equipe argentina do INTI, que veio trazer a tecnologia de montagem de aros magnéticos a baixo preço a professores do Senai e do Centro Paula Souza do Governo do Estado de São Paulo.
Vejam o retorno e a atenção do Vereador Andrea Matarazzo pelo Twitter:
@AndreaMatarazzo
Citei a necessidade de órgãos públicos, bancos, cartões de crédito e prestadores de serviço em geral colocarem à nossa disposição atendimento por escrito, via SMS, chat on line, e-mail, etc. uma vez que muitos surdos têm dificuldade de falar ao telefone.
Ao ser chamada para apresentar minhas propostas repeti a necessidade de legendas na TV, cinema, Teatro e material audiovisual usado em escolas e cursos de todos os níveis. Isso é importante para alunos que seguem cursos preparatórios em vídeos.
Lembrei a importância tecnologia de FM, do Aro Magnético e principalmente a estenotipia.
Esteve presente a Lak Lobato, surda oralizada, usuária de Implante Coclear Bilateral, que dará suas impressões no blog
http://desculpenaoouvi.laklobato.com/
É importante relatar um momento que demonstra a visão de assistencialismo: uma senhora pediu apalavra para dizer que precisavam baixar as taxas de condomínio e de assinatura de TV a cabo para os surdos.
Antonio José Ferreira
( Em 2011, assumiu a Chefia de Gabinete da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência – SNPD, e no dia 27 de maio foi nomeado Secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Em julho de 2011, foi eleito vice-presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – CONADE.)
Antonio José nos comentários gerais afirmou que para as pessoas com deficiência o importante é ter formação e conseguir um bom emprego que lhes permita pagas as contas, demonstrando uma atitude atualizada, longe do assistencialismo do passado.
Sobres ESTENOTIPIA, Maria Teresa Bucci, diretora operacional de
www.stncaption.com.br
falou da dificuldade de formação profissional e de encontrar estenotipistas competentes, com a velocidade necessária.
Lembrei à Deputada Mara que no Estatuto da Pessoa com Deficiência é citada a necessidade do governo incentivar a formação de profissionais de libras e braile, então pedi a ela que considere acrescentar a essas profissões os estenotipistas, que são essenciais para a acessibilidade dos surdos oralizados em escolas e eventos em geral.
Sobre o assunto saúde o Sr.Carlos Perl comentou sobre a não separação das verbas do SUS destinadas a implantes cocleares e outros atendimentos de saúde, colocando os médicos no dilema de ter que optar em que área colocar as verbas.
Falou a otorrinolaringologista Dra Mara Gandara do HC. Comentou sobre a importância de profissionais otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos no acompanhamento do uso dos aparelhos auditivos oferecidos pelo SUS. E lembrou a falta desses profissionais. Dra Mara trabalha no Reouvir do HC, setor encarregado de triagem e seleção dos pacientes que precisam receber aparelhos auditivos.
Depois que a Dra. Mara se retirou houve críticas aos otorrinos que são a favor da oralização sem que a Dra pudesse responder.
Essas críticas surgiram no final quando já não havia tempo para retrucar ou responder as afirmações acaloradas contra a oralização.
Parece que como tática foi escolhido o momento final da reunião para atacar a oralização e defender o uso de língua de sinais para todas as crianças com problemas de audição e se manifestar também contra a medicalização da deficiência auditiva. Como se a surdez muitas vezes não fosse resultado de algumas doenças ou problemas congênitos.
Chamo isso de falar as coisas mais contundentes e que podem gerar respostas para o final de "tática para vencer assembleias"
Explico: em 1968, estudante de Ciência Sociais na Usp via que os assuntos que os "dirigentes" queriam ver aprovados ficavam para o final, quando cansados e tendo que trabalhar no dia seguinte muitos estudantes iam embora, ficando somente aqueles do grupo dirigente e seus seguidores. Vi muito isso também em assembléia de trabalhadores.
Então falar contra os otorrinos, contra medicalização e contra a oralização foi reservado para o final, quando já não havia mais tempo de ninguém falar.
A Lak num lance genial não pediu a palavra nem esperou o microfone, falou e todo mundo ouviu. Defendeu o direito das crianças nascidas ouvintes continuarem oralizadas sem imposição de libras a todas as crianças surdas.
Eu ia responder falando a importância da reabilitação, do teste do pezinho, das ajudas técnicas, dos tratamentos e acompanhamentos fonoaudiológicos mas não me foi dada a palavra porque estavam encerrando o debate. Assim os contrários à oralização pretendiam ter a última palavra...
Na sala lotada de usuários da língua de sinais, os surdos oralizados usuários de aparelhos auditivos, implantes e da língua portuguesa eramos minoria.
Levaram também alunos de uma escola para surdos, uma maneira de encher o espaço com usuários de libras.
Apesar dos contratempos por falta de tempo para discutirmos mais a afirmação dos defensores de libras para todas as crianças surdas conseguimos com nossa presença mostrar que existimos, que temos necessidades específicas, que queremos acesso ao trabalho, à escolarização, à cultura e à vida cidadã dde um modo geral.
Algumas considerações interessantes de
, presente ao evento:
Veja no blog da Lak Lobato mais informações sobre o evento:
http://desculpenaoouvi.laklobato.com/index.php/2013/06/11/audiencia-sobre-deficiencia-auditiva-como-foi/
Reportagem sobre o evento:
Deputada federal Mara Gabrilli, relatora do Estatuto da Pessoa com Deficiência, ouviu as demandas da comunidade surda e com deficiência auditiva
Dificuldades em acessar os serviços oferecidos pela linha 0800 e também na programação das TVs aberta e por assinatura. Essas foram algumas das observações feitas durante a audiência pública sobre os direitos da pessoa com surdez e deficiência auditiva realizada nesta segunda-feira na Câmara Municipal de São Paulo.
Para a blogueira e ativista da entidade Surdos Usuários da Língua Portuguesa, Sônia Ramires, a solução para o problema não é difícil. “Em serviços bancários, todo serviço que é oferecido pela linha 800 deve ser também oferecido por meio escrito, seja por SMS, seja por chat, por e-mail, porque nós nos comunicamos escrevendo”. “Quanto à televisão, os surdos que se comunicam utilizando Libras necessitam da janela com intérprete de Libras, e os surdos que se comunicam pela língua portuguesa necessitam de legenda em português”, completa.
Já a médica do Departamento de Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas, Mara Gandara, alerta sobre a falta de especialistas para atender os deficientes auditivos que usam aparelho: “a orelha de qualquer pessoa pode ter cera, mas o deficiente auditivo que usa aparelho não pode ter o cerume, pois senão o aparelho vai bater no cerume e o som não entra nas orelhas. Então precisamos garantir que essas pessoas também tenham continuidade no atendimento na contra-referência, senão o centro fica lotado”.
Leia mais no link:
Se algum dos amigos que lá estiveram quiser acrescentar comentários será de grande ajuda.