sexta-feira, 14 de junho de 2013

TECNOLOGIA ASSISTIVA Grupo de Estudo e Pesquisa em Tecnologia Assistiva - GEPETA

Reproduzo o convite recebido através do grupo de discussão sobre ACESSIBILIDADE.

QUANDO O ASSUNTO É DEFICIÊNCIA AUDITIVA MUITO POUCO SE DIVULGA O QUE OS SURDOS ORALIZADOS, USUÁRIOS DA LÍNGUA PORTUGUESA, PORTADORES DE PRÓTESES E IMPLANTES AUDITIVOS NECESSITAM NA VIDA COTIDIANA, NA ESCOLA, NO LAZER.
Os engenheiros eletrônicos têm muito campo, assim com os especialistas em informática e tantos profissionais especializados. 

São telefones especiais, fones de ouvido que se conectem como o Telecoil, amplificadores de indução magnética, equipamentos de FM, máquinas e programas para estenotipia, programas de reconhecimento de voz, etc 

Temos que mostrar nossas necessidades específicas para que se crie tecnologia assistiva voltada para a surdez.

Amigos e amigas.
Convido-@s para participarem do Grupo de Estudo e Pesquisa em Tecnologia Assistiva – GEPETA, cujo objetivo é reunir especialistas e pessoas interessadas nessa área do conhecimento para estudar o tema, divulgar as pesquisas mais recentes, promover ações educacionais e produzir conhecimento. 
O Grupo de Estudos e Pesquisa em Tecnologia Assistiva - GEPETA, é um grupo aberto, que teve suas atividades iniciadas em março de 2011 por solicitação dos ex-alunos residentes em São Paulo do Curso de Pós Graduação em Tecnologia Assistiva da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. O GEPETA se reúne na terceira segunda-feira de cada mês, das 18:30 às 21:00 horas na Secretaria da Pessoa com Deficiência , Rua Libero Badaró, 425, trigésimo segundo andar. 
Próximo ao Metrô Anhangabaú.
A adesão dos participantes é voluntária; cada encontro tem sido registrado por meio de sumário dos temas discutidos, e proposições de estudo para o próximo encontro. 
As metas iniciais do grupo para 2013 são:
Identificar, disseminar e produzir conhecimento em Tecnologia Assistiva. 
Colaborar na realização de pesquisas, projetos, oficinas, assessorias e formações relacionadas a Tecnologia Assistiva. 
Auxiliar/assessorar a Comissão Permanente de Acessibilidade do Município de SP. 

Organizar e realizar o III Seminário de Pesquisa em Tecnologia Assistiva em Julho de 2013.
Os temas propostos para o primeiro semestre de 2013 são:
Fevereiro: Bases Epistemológicas da Tecnologia Assistiva, Desenho Universal e Acessibilidade;
Os temas propostos para o primeiro semestre de 2013 são:
Fevereiro: Bases Epistemológicas da Tecnologia Assistiva, Desenho Universal e Acessibilidade;
Março: A Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Cultura Inclusiva e Tecnologia Assistiva;
Abril: O Financiamento Público de Tecnologia Assistiva nos Serviços de Saúde, Educação e Previdência para o usuário final;
Maio e Junho: Mensuração de Custo-Efetividade do Uso de Tecnologia Assistiva na Educação e na Saúde; 
Julho: Estratégias de Implementação de Protocolos de Avaliação de Necessidades, Prescrição e Seguimento de Uso de Tecnologia Assistiva em Serviços da Rede SUS no Município de SP. 
Por favor, compartilhem o convite à participação nesse grupo a todos que julgarem interessados.
Apoio:
TechnoCare - Soluções em acessibilidade, Desenho Universal e Tecnologia Assistiva.
Pós-Graduação em Tecnologia Assistiva - CIAPE/FCMMG



 assinatura tuca
Tuca Munhoz

quarta-feira, 12 de junho de 2013

NEM TODO SURDO USA LÍNGUA DE SINAIS

ESTE TIPO DE CAMPANHA SÓ CONTRIBUI PARA QUE A SOCIEDADE, OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E OS LEGISLADORES 
sejam mal informados a respeito da 
diversidade na surdez.

http://editora-arara-azul.com.br/novoeaa/campanha-acessibilidade-para-surdos-e-libras/

BOLETIM - 11/10/2012
Campanha ACESSIBILIDADE PARA SURDOS É LIBRAS

Há surdos que se comunicam usando a língua  brasileira de sinais, libras, para esses é necessário janela de libras nos audiovisuais e intérpretes para comunicação em geral. Como não fazem parte da minha vivência cotidiana desconheço se têm outras necessidades de comunicação. E lembro que muitos usuários de libras também conhecem a língua portuguesa, então podem  usar legendas e textos escritos.

Há surdos que são oralizados, fazem leitura labial e são alfabetizados em português: necessitam legendas escritas.

Para as legendas existem as closed caption (legendas ocultas) usadas na televisão, que podem ser acionadas ou não, as open caption, usadas em cinema e teatro, e  o acompanhamento de aulas, palestras, sessões de tribunais, etc com legendas feitas por ESTENOTIPIA por profissionais especializados e que podem posteriormente ser impressas.

Em todos os locais públicos necessitamos informações escritas e alarmes luminosos. Tudo que for dito por alto falantes deve aparecer também escrito em telões.

Entre os surdos oralizados  um grande número pode ouvir usando próteses, como aparelhos auditivos e vários tipos de implantes. 
Faço parte deste último grupo. 

Existem equipamentos de sonorização especial que enviam som diretamente para aparelhos auditivos e implantes, e assim podemos ouvir teatro, cinema, música, palestras, aulas...diretamente nas próteses, eliminando ecos, ruído ambiente, etc...

O FM é um equipamento individual e requer um microfone próximo à fonte sonora e um receptor acoplado à protese auditiva da pessoa surda.  
O Amplificador de Indução Magnética, aro magnético * (hearing loop) transmite o som  para o ambiente. sendo captado pelo aparelho auditivo ou implante, sendo por isso  de uso coletivo. Nenhum deles interfere no som ambiente e não prejudica a audição das pessoas não surdas. 
* veja o que é Aro Magnético:
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=8hQta_ZXX14






Nos ambientes de trabalho a comunicação escrita é fundamental. E-mails,  SMS e recursos semelhantes agilizam a comunicação. Existem também telefones com amplificação que alguns surdos podem utilizar com eficiência. No mercado existem ainda telefones com teclado cuja utilização é complicada por necessitar o mesmo tipo de equipamento nas duas pontas da comunicação, é caro e ineficiente, por isso seu uso é quase insignificante. Podemos ver alguns desses modelos em terminais de Metrô de São Paulo, mas sinceramente nunca usei nem vi ninguém usando. A comunicação via SMS e e-mail é mais ágil e precisa ser implantada no atendimento a clientes, na marcação de consultas, atendimento bancário, serviços de urgência, etc.

Levando em conta essas informações peço aos profissionais que trabalham com, escrevem sobre e militam pela inclusão de pessoas com deficiência que ao falar sobre surdos não falem somente de um segmento, os usuários de libras. 
Existe uma enorme diversidade na surdez  assim como soluções específicas para a acessibilidade de cada grupo. 
Dados do Censo do IBGE - 2010

DEFICIÊNCIA AUDITIVA
BRASIL  
NÃO CONSEGUE (OUVIR) DE MODO ALGUM ......347.481 
GRANDE DIFICULDADE (PARA OUVIR).........................1.799.885 
ALGUMA DIFICULDADE (PARA OUVIR) ........................7.574.717

OS NÚMEROS OFICIAIS ACIMA INDICADOS NADA DIZEM SOBRE QUEM É ORALIZADO, USA PRÓTESES AUDITIVAS, IMPLANTES, LEITURA LABIAL OU LÍNGUA DE SINAIS. 
MAS PODEMOS SUPOR QUE TANTO OS QUE APRESENTAM GRANDE DIFICULDADE OU ALGUMA DIFICULDADE PARA OUVIR PODEM SE BENEFICIAR DE AJUDAS TÉCNICAS QUE LHES PERMITAM OUVIR E APRENDER A FALAR, APRENDER A LÍNGUA PORTUGUESA, ETC. 


Sô Ramires para o blog Sulp e Comunidade dos Surdos Oralizados. Abril/2013







terça-feira, 11 de junho de 2013

ENCONTRO DE USUÁRIOS DE IMPLANTE COCLEAR, BAHA E AMIGOS 03/08/2013 SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

DIA 3 DE AGOSTO DE 2013 DAS 12H ÀS 15H
LOCAL GUTEN BIER SÃO JOSE DOS CAMPOS SP
AV.MANOEL BORBA 158 JD.NOVA AMÉRICA
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÃO: centroaudiologiavp@yahoo.com.br


Exposição de Pérola Ventura Artista Plástica - A Natureza Transformada



Artista Plástica Contemporânea
Pérola Ventura
Foto da artista


Apresento as obras expostas da A Natureza Transformada” significa a mudança para a geometria de ângulo, de arabesco e cor. Não tem  a paisagem e nem ser humano.
As pinturas geram numerosos efeitos ópticos, que mexem bastante com o nosso imaginário.
  
Se quiser marcar a data e encontrar comigo ou ir sozinho.

Data: 05 a 28 de junho– segunda a sexta-feira das 10h às 17h. Não funciona sábado, domingo e feriado.

Local: Memorial da Inclusão da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo

Endereço:
 Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564, portão 10, Barra Funda (próximo a estação de trem, metrô e ônibus Barra Funda) Capital - São Paulo.
Estacionamento gratuito

Abraço e beijo
Pérola.

“A arte faz a diferença entre os seres humanos”

AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE SURDEZ EM São Paulo - 10/06/2013

http://www.camara.sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15828%3Adireitos-dos-surdos-e-deficientes-auditivos-sao-debatidos-em-audiencia&catid=37%3Aeventos&Itemid=65

No link acima tem o áudio de uma entrevista minha sobre atendimento de bancos e serviços públicos via SMS e-mail e outros meios escritos.

Foto postada pela Mara no twitter que eu "roubei" para mostrar como havia gente...a foto mostra o auditório cheio com pessoas em pé e a mesa dirigida pela Mara, tendo ao lado o Antonio José e demais membros não dá para identificar.


Participei atendendo à convocação da DEPUTADA MARA GABRILLI que será relatora do ESTATUTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
Agradeço à Deputada Mara Gabrilli a organização deste evento importante para ouvir o que as pessoas com surdez necessitam em termos de saúde, educação, acessibilidade em geral. A mesa esteve composta por pessoas interessadas em nos ouvir. A assessoria da Deputada Mara incansável para que tudo corresse bem.

Tive a honra de ser citada pela Mara como "provocadora" de debate e ao dar um abraço  no Antonio José ele reconheceu minha voz...claro estive empunhando o microfone um bom tempo! E conheci muita gente legal da que só conhecia pelo facebook!


Audiência ocorrerá em 10 de junho (2ª feira) das 14h às 17h, na Câmara Municipal de São Paulo.
Símbolo internacional da surdez em azul e branco à esquerda. Ao lado os dizeres: convite para audiência pública sobre os direitos das pessoas com surdez e deficiência auditiva

Entreguei ao assessor da Deputada Mara, Rafael Públio, uma pasta contendo o Manifesto Sulp com 243 assinaturas.
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/3657

Entreguei também um texto com explicação sobre as necessidades de acessibilidade dos surdos usuários da língua portuguesa, dos usuários de próteses auditivas e implantes, surdos oralizados de maneira geral.

Entreguei ao Vereador Andrea Matarazzo, cópia de reportagens falando da equipe argentina do INTI, que veio trazer a tecnologia de montagem de aros magnéticos a baixo preço a professores do Senai e do Centro Paula Souza do Governo do Estado de São Paulo.
Vejam o retorno e a atenção do Vereador Andrea Matarazzo pelo Twitter:

achei interessantíssimo o aro magnético.

Citei a necessidade de órgãos públicos, bancos, cartões de crédito e prestadores de serviço em geral colocarem à nossa disposição atendimento por escrito, via SMS, chat on line, e-mail, etc. uma vez que muitos surdos têm dificuldade de falar ao telefone.

Ao ser chamada para apresentar minhas propostas repeti a necessidade de legendas na TV, cinema, Teatro e material audiovisual usado em escolas e cursos de todos os níveis. Isso é importante para alunos que seguem cursos preparatórios em vídeos.

Lembrei a importância tecnologia de FM, do Aro Magnético e principalmente a estenotipia.

Esteve presente a Lak Lobato, surda oralizada, usuária de Implante Coclear Bilateral, que dará suas impressões no blog
http://desculpenaoouvi.laklobato.com/

É importante relatar um momento que demonstra a visão de assistencialismo: uma senhora pediu apalavra para dizer que precisavam baixar as taxas de condomínio e de assinatura de TV a cabo para os surdos.

Antonio José Ferreira
 ( Em 2011, assumiu a Chefia de Gabinete da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência – SNPD, e no dia 27 de maio foi nomeado Secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Em julho de 2011, foi eleito vice-presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – CONADE.)

Antonio José nos comentários gerais afirmou que para as pessoas com deficiência o importante é ter formação e conseguir um bom emprego que lhes permita pagas as contas, demonstrando uma atitude atualizada, longe do assistencialismo do passado.

Sobres ESTENOTIPIA, Maria Teresa Bucci, diretora operacional de
www.stncaption.com.br
 falou da dificuldade de formação profissional e de encontrar estenotipistas competentes, com a velocidade necessária.
Lembrei à Deputada Mara que no Estatuto da Pessoa com Deficiência é citada a necessidade do governo incentivar a formação de profissionais de libras e braile, então pedi a ela que considere acrescentar a essas profissões os estenotipistas, que são essenciais para a acessibilidade dos surdos oralizados em escolas e eventos em geral.

Sobre o assunto saúde o Sr.Carlos Perl comentou sobre a não separação das verbas do  SUS destinadas a implantes cocleares e outros atendimentos de saúde, colocando os médicos no dilema de ter que optar em que área colocar as verbas.

Falou a otorrinolaringologista Dra Mara Gandara do HC. Comentou sobre a importância de profissionais otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos no acompanhamento do uso dos aparelhos auditivos oferecidos pelo SUS. E lembrou a falta desses profissionais. Dra Mara trabalha no Reouvir do HC, setor encarregado de triagem e seleção dos pacientes que precisam receber aparelhos auditivos.

Depois que a Dra. Mara se retirou houve críticas  aos otorrinos que são a favor da oralização sem que a Dra pudesse responder.

Essas críticas surgiram no  final quando já não havia tempo para retrucar ou responder as afirmações acaloradas contra a oralização.

Parece que como tática foi escolhido o momento final da reunião para atacar a oralização e defender o uso de língua de sinais para todas as crianças com problemas de audição e se manifestar também contra a medicalização da deficiência auditiva. Como se a surdez muitas vezes não fosse resultado de algumas doenças ou problemas congênitos.
Chamo isso de falar as coisas mais contundentes e que podem gerar respostas para o final de "tática para vencer assembleias"
Explico: em 1968, estudante de Ciência Sociais na Usp via que os assuntos que os "dirigentes" queriam ver aprovados ficavam para o final, quando cansados e tendo que trabalhar no dia seguinte muitos estudantes iam embora, ficando somente aqueles do grupo dirigente e seus seguidores. Vi muito isso também em assembléia de trabalhadores.
Então falar contra os otorrinos, contra medicalização e contra a oralização foi reservado para o final, quando já não havia mais tempo de ninguém falar.
A Lak num lance genial não pediu a palavra nem esperou o microfone, falou e todo mundo ouviu. Defendeu o direito das crianças nascidas ouvintes continuarem oralizadas sem imposição de libras a todas as crianças surdas.

Eu ia responder falando a importância da reabilitação, do teste do pezinho, das ajudas técnicas, dos tratamentos e acompanhamentos fonoaudiológicos mas não me foi dada a palavra porque estavam encerrando o debate. Assim os contrários à oralização pretendiam ter a última palavra...
Na sala lotada de usuários da língua de sinais, os  surdos oralizados usuários de aparelhos auditivos, implantes e da língua portuguesa eramos minoria.
Levaram também  alunos de uma escola para surdos, uma maneira de encher o espaço com usuários de libras.

Apesar dos contratempos por falta de tempo para discutirmos mais a afirmação dos defensores de libras para todas as crianças surdas conseguimos com nossa presença mostrar que existimos, que temos necessidades específicas, que queremos acesso ao trabalho, à escolarização, à cultura e à vida cidadã dde um modo geral.

Algumas considerações interessantes de
Rodrigo Barreto, presente ao evento:
 Ao meu ver, houve dois pontos polêmicos na audiência:
- uma pessoa ouvinte vociferou (vociferou mesmo) que é mito as crianças surdas terem a preguiça de aprender a Língua Portuguesa, se aprenderem antes a Libras;
- uma mãe dizer que seu filho (ou filha?) implantado desde bebê não teve a sua oralização bem sucedida e que precisou ensinar Libras o que ajudou muito seu filho a "se universalizar"... Cada caso é um caso, mas demonizar a oralização, dizendo que não fará sucesso, por mais que os pais de surdos e fonos se empenhem com carinho e amor, beira o ridiculo

 após ouvir a reclamação que estão gastando 16 reais por mês com 4 pilhas, o secretário José disse que essa reclamação é inútil, pois gastamos 16 reais no lanche da esquina. Alguém disse que uma pilha vale 4 reais... Pilha a 4 reais só se for no Shopping Iguatemi (shopping luxuoso em Sampa), pois tem pilha a R$ 1,50 nos bairros populares.

Veja no blog da Lak Lobato mais informações sobre o evento:
http://desculpenaoouvi.laklobato.com/index.php/2013/06/11/audiencia-sobre-deficiencia-auditiva-como-foi/

Reportagem sobre o evento:
Deputada federal Mara Gabrilli, relatora do Estatuto da Pessoa com Deficiência, ouviu as demandas da comunidade surda e com deficiência auditiva
Dificuldades em acessar os serviços oferecidos pela linha 0800 e também na programação das TVs aberta e por assinatura. Essas foram algumas das observações feitas durante a audiência pública sobre os direitos da pessoa com surdez e deficiência auditiva realizada nesta segunda-feira na Câmara Municipal de São Paulo.
Para a blogueira e ativista da entidade Surdos Usuários da Língua Portuguesa, Sônia Ramires, a solução para o problema não é difícil. “Em serviços bancários, todo serviço que é oferecido pela linha 800 deve ser também oferecido por meio escrito, seja por SMS, seja por chat, por e-mail, porque nós nos comunicamos escrevendo”. “Quanto à televisão, os surdos que se comunicam utilizando Libras necessitam da janela com intérprete de Libras, e os surdos que se comunicam pela língua portuguesa necessitam de legenda em português”, completa.
Já a médica do Departamento de Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas, Mara Gandara, alerta sobre a falta de especialistas para atender os deficientes auditivos que usam aparelho: “a orelha de qualquer pessoa pode ter cera, mas o deficiente auditivo que usa aparelho não pode ter o cerume, pois senão o aparelho vai bater no cerume e o som não entra nas orelhas. Então precisamos garantir que essas pessoas também tenham continuidade no atendimento na contra-referência, senão o centro fica lotado”.
Leia mais no link:

Se algum dos amigos que lá estiveram quiser acrescentar comentários será de grande ajuda.








quinta-feira, 6 de junho de 2013

ESTATUTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA: VAMOS PRESTAR ATENÇÃO AOS TEMAS REFERENTES AOS SURDOS

ESTE É O TEXTO DO PROJETO DE LEI
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=432201&filename=PL+7699%2F2006

ESTA É A MINUTA DO SUBSTITUTIVO  QUE A MINISTRA MARIA DO ROSÁRIO APRESENTARÁ


http://portal.sdh.gov.br/downloads/Estatuto%20da%20Pessoa%20com%20Deficiencia%20-%20Congresso%20Nacional.pdf

VEJA O VÍDEO da apresentação
http://www.youtube.com/watch?v=jRV9O6qBbZo&feature=youtu.be
Veja o vídeo comentando como foi elaborado o substitutivo
http://www.youtube.com/watch?v=rYvCGMfbAmg&feature=youtu.be

SUGIRO QUE OS SURDOS USUÁRIOS DA LÍNGUA PORTUGUESA LEIAM A PROPOSTA DE SUBSTITUTIVO DO LINK ACIMA, PRINCIPALMENTE NO QUE DIZ RESPEITO A NOSSA ACESSIBILIDADE. 
A DEPUTADA MARA GABRILLI SERÁ A RELATORA E SERIA INTERESSANTE ENCAMINHAR A ELA SUGESTÕES, CRÍTICAS, ETC...

Eu já encaminhei uma sugestão à Deputada Mara Gabrilli:



Art. 86. Caberá ao Poder Público, diretamente ou em parceria com organizações da 
sociedade civil, promover a capacitação de profissionais em Libras, em braile e de 
guias-intérpretes

No artigo 86 transcrito acima fala-se da capacitação de profissionais em LIBRAS, BRAILE, GUIAS INTÉRPRETES e não são citados os profissionais de ESTENOTIPIA os únicos capacitados a promover a acessibilidade em eventos para os surdos que não usam língua de sinais.

Presidentes da Câmara e Senado querem votar Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda este ano
Notícia 404 de 04/06/2013
.Foto: Agência Senado.
Os presidentes da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, e do Senado Federal, Renam Calheiros, se comprometeram nesta terça-feira (04), de votar, ainda este ano, o Projeto de Lei nº 7.699, de 2006, que institui o Estatuto da Pessoa com Deficiência. O compromisso foi assumido durante ato público realizado nesta manhã, no Senado, onde a Ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), entregou aos presidentes das duas Casas uma proposta de substitutivo ao PL, elaborado por um Grupo de Trabalho instituído por meio de Portaria para atualizar a proposta.
“Assumo aqui o compromisso de hoje mesmo designar a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) como relatora deste PL. Entretanto, já combinei aqui com a nossa relatório, que estou fazendo apenas uma exigência: que ela apresente seu relatório até o próximo mês de outubro , para que possamos aprovar essa matéria, que é de extrema relevância, ainda este ano”, afirmou Henrique Alves. Segundo o presidente, o legislativo brasileiro tem uma dívida com a sociedade, por ainda não ter aprovado o Estatuto da Pessoa com Deficiência.
Já o senador Renan Calheiros explicou que o colégio de lideres do Senado fez um levantamento dos projetos de lei que possuem condições de serem aprovados rapidamente no Plenário da Casa, e o PL do Estatuto é um deles. “É de fundamental importância esse compromisso que estamos assumindo hoje para darmos agilidade na tramitação desta matéria. Faremos tudo o que for possível para aprovar esta matéria, assim como todas as demais que tratam da pauta de direitos Humanos, como os projetos que tratam do combate à homofobia e o Mecanismo de Combate à Tortura”, afirmou Rennan.
Atualização - Ao entregar as contribuições, a ministra Maria do Rosário lembrou que o País possui quase 46 milhões de brasileiros que se declaram com alguma deficiência, o que representa cerca de 24% da população brasileira. “O desafio é assegurar que a agenda de Direitos Humanos também esteja presente na vida das pessoas com deficiência. Que elas possam gozar de igualdade de direitos no acesso ao mundo do trabalho, à vida política do país, às políticas públicas igualitárias de saúde e educação. Ou seja, que elas gozem de igualdade de direitos”, defendeu Rosário.
De acordo com a ministra, a proposta de substitutivo apresentada, nada mais é do que a soma das contribuições que já estavam em tramitação no Congresso com as garantias previstas na Convenção sobre o Direito das Pessoas com deficiência. “A principal missão deste GT foi promover a adequação do PL 7.699/06 à luz da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com deficiência, à qual o Brasil é signatário. Mais uma vez estamos nos alimentando de todo o conhecimento produzido pelo parlamento brasileiro para assegurar direitos para esta importante parcela da sociedade”, defendeu a ministra, agradecendo a receptividade dos deputados e senadores que prestigiavam o ato.
O PL 7.699/06 foi aprovado no Senado em 2009 e enviado à Câmara dos Deputados. Desde então, a matéria aguarda apreciação dos parlamentares. A proposta de substitutivo foi elaborada por um Grupo de Trabalho, criado no âmbito da Secretaria  Nacional dos Direitos  da Pessoa com Deficiência da SDH/PR, por meio da Portaria SDH/PR nº 616/2012.
Assessoria de Comunicação Social

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Estudante surda pode ouvir a aula mais claramente graças a uma tecnologia barata...

http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/jornal-da-eptv-2edicao/videos/t/edicoes/v/estudante-de-barretos-sp-realiza-um-sonho-na-sala-de-aula/2615142/

 É este o professor que montou o equipamento - procurei na Universidade de Barretos , mandei mensagem pedindo mais detalhes...quem quiser saber mais


esta postagem continuará...dependendo das informações que nos cheguem

recebi esta mensagem:
Para maiores informações referente o equipamento que ajuda estudante surda
ouvir na sala de aula, o Prof. Marcos (responsável pelo aparelho) estará
prestando maiores esclarecimento aos interessados, no dia 20/06/2013 às 15
horas, aqui no Unifeb. 
A reunião acontecerá na Sala do Conselho Curador.



Att.

Letícia
Secretária - Pro - Reitoria de Extensão e Cultura - Unifeb
17-3321-6331
UNIVERSIDADE FEDERAL DE BARRETOS.

NOTÍCIAS SOBRE SURDEZ www.spanish.hear-it.org:

Nuevos artículos en
http://www.spanish.hear-it.org/

Proceso cerebral de las señales auditivas 

En el cerebro existen millones de diminutas neuronas responsables de procesar la información auditiva. Al atravesar varias vías auditivas, las señales sonoras se decodifican en sonidos que nos son familiares y tienen sentido para nosotros.

Cuando las células ciliadas situadas en la cóclea, que …

El guitarrista de Portishead reconoce su pérdida de audición 

Adrian Utlay, el guitarrista de Portishead, ha reconocido que tiene una pérdida de audición moderada en ambos oídos, a causa de tocar y escuchar música fuerte durante muchos años.

Adrian Utley, guitarrista del grupo británico formado en Bristol, Portishead, ha decidido …

Reestablecen la audición en ratones con terapia génica 

Conseguir que ratones de laboratorio recuperen la audición supone un gran avance para desarrollar en el futuro tratamientos para ciertos tipos de pérdida de audición en humanos.

Puede que en el futuro existan fármacos que curen o reduzcan la pérdida de audición …

Los analgésicos pueden causar pérdida de audición 

Tomar analgésicos como ibuprofeno o paracetamol dos o más veces por semana aumenta el riesgo de padecer pérdida auditiva, según indica un estudio.

Un grupo de investigadores ha descubierto que los analgésicos que se usan habitualmente pueden estar vinculados con la pérdida de …

El ruido perjudica la salud de los profesores alemanes 

El ruido perjudica la salud de los profesores alemanes de primaria. En particular, los profesores más mayores son los más afectados, según un estudio Alemán.

Una investigación empírica indica que los niños y los profesores de las escuelas de primaria en …

Nueva normativa UE para los reproductores de música y teléfonos móviles 

Todos los reproductores de música individuales y teléfonos móviles que se venden en la Unión Europea desde febrero de 2013 deberían tener un límite de sonido de 85 decibelios.

La nueva normativa establece que todos los reproductores de música …

Los jóvenes australianos se arriesgan a perder la audición a largo plazo 

Uno de cada cinco australianos acude a eventos ruidosos a menudo o escucha música alta en sus auriculares. Aun cuando el 70% de los australianos de entre 18 y 34 años han experimentado tinnitus temporalmente, ignoran los peligros …

segunda-feira, 3 de junho de 2013

USO DE NOSSAS PALAVRAS FORA DE CONTEXTO

http://www.avm.edu.br/docpdf/monografias_publicadas/R200318.pdf

Na monografia acima, nos surpreendeu bastante o uso de um texto do nosso blog, sem a devida citação e num contexto totalmente diverso uma vez que a monografia está falando do uso da língua de sinais e nossa definição de SURDOS USUÁRIOS DA LÍNGUA PORTUGUESA enfatiza que não somos usuários de língua de sinais.

4 CAPÍTULO IV A LUTA DOS SURDOS

A AUTORA SANDRA LÚCIA RABELO VIEIRA REPRODUZ UM TEXTO NOSSO:


http://sulp-surdosusuariosdalinguaportuguesa.blogspot.com.br/2011/10/porque-nos-identificamos-como-surdos.html


Há alguma controvérsia no assunto, alguns consideram SURDO quem nasceu surdo e usa preferencialmente a língua de sinais, preferindo chamar os demais de DEFICIENTES AUDITIVOS.Depois de algumas discussões em nossa equipe, lendo textos legais, científicos e também o uso comum das palavras surdo e surdez optamos por essa denominação para sermos mais abrangentes.Como nosso interesse é centrado no uso da Língua Portuguesa para nossa integração social e cultural e queremos acolher todos os surdos ou deficientes auditivos que nela se expressam chegamos ao SULP - Surdos Usuários da Língua Portuguesa.Não importa seu grau de perda auditiva, se usa aparelhos, implantes, se nasceu surdo ou perdeu a audição mais tarde. Se você se comunica usando a Língua Portuguesa você é do nosso time: Sulp! 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Telejornalismo: acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva

Um grupo de alunos de jornalismo fez estudo de como a informação via telejornais pode chegar aos diferentes grupos de pessoas com deficiência auditiva: usuários de língua de sinais(janela de libras) e usuários da língua portuguesa (legendas em português, closed caption).
Veja o vídeo, muito interessante, bem feito e que aborda os diferentes pontos de vista e as diferentes necessidades.
Parabéns à equipe
Danielle Florêncio Pereira
Maria Alice Ruzisca Vaz
Thiago Ferrari Magri
TCC de Jornalismo 2012.



http://www.youtube.com/watch?v=IsSiJ7DY9Oo

domingo, 26 de maio de 2013

Inimigos do IMPLANTE COCLEAR?...mas que preconceito, ignorância, intolerância!




Nós os surdos usuários de próteses auditivas de todo tipo, oralistas e oralizados, usuários da língua portuguesa, geralmente  nos manifestamos a favor. Sim senhores, a favor de legendas no cinema, teatro, TV, divulgamos a estenotipia em conferências e salas de aulas, avisos luminosos e escritos que dupliquem as informações dos avisos sonoros, divulgamos a existência de despertadores e relógios vibratórios, de telefones amplificados, FM, aro magnético, aparelhos auditivos, implantes e tudo que nos ajude a ouvir e a participar da cultura, educação e trabalho. 
Nunca nos manifestamos contra os que optam por se comunicar usando a língua de sinais porque acreditamos que cada um deve procurar o que mais se adapta a seus desejos.

Mas, infelizmente, grupos encastelados em universidades federais, saem elaborando teses e mais teses cujo único objetivo é atacar a oralização e cirurgias de implantes de todo tipo, cirurgias que nos permitam exercer um direito essencial: ouvir. Universidades federais são mantidas com nossos impostos e não devem ser um lugar que fomente o separatismo e ataques ao avanço técnico, médico, científico. Atacam cirurgias que são feitas pelo próprio SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE.  Me parece incoerente uma vez que o SUS é um órgão oficial do país.

Eu não uso implante coclear, minha surdez é corrigida com aparelhos auditivos potentes e eu não me imagino vivendo sem esses equipamentos. Posso ouvir e falar, participar da sociedade mais ampla utilizando os instrumentos que permitem acessibilidade.


Vejam este vídeo onde a Lak Lobato conta sua experiência de surdez adquirida e a recuperação da audição com o implante coclear:


Passo a palavra a uma escritora e publicitária de muita sensibilidade, usuária de implantes cocleares para que relate com suas palavras a experiência de ser implantada:

Porque eu amo o Implante Coclear

Escrito por laklobato em 26/05/2013
Lamento imensamente que haja pessoas capazes de falar mal do implante coclear…
Eu passei 23 anos de minha vida em silêncio. Silêncio este que não escolhi. Ele veio numa noite quando faltava poucas semanas para completar 10 anos e levou embora a capacidade sensorial que nos conecta com o mundo ao nosso redor.
Seria mentira se eu dissesse que fui infeliz nesses 23 anos. Quem me conheceu durante esse período sabe que sempre fui uma pessoa alegre, que tirava de letra todas as mazelas do dia a dia. Eu sempre estudei. Namorei muito. Fiz todos os cursos e viagens que o meu bolso (e da minha mãe) me permitiu. Minha vida nunca foi menor ou incompleta só porque eu tinha deficiência auditiva…
Mas, confesso que sempre senti falta de ouvir. Somos seres sensoriais. Gostamos do toque firme de um abraço. Do cheirinho de pão quente e café recém passado de manhã. Fazemos poesia para a beleza do pôr-do-sol. Adoramos o sabor das frutas frescas colhidas direto do pé. Por que ouvir seria diferente? Nosso entusiasmo depende muito do que sentimos, do estímulo desses sentidos que nos definem como seres humanos.
E, como meu sentido auditivo me foi negado pela biologia, coube buscar recursos tecnológicos para poder alcança-lo novamente.
O implante coclear não é barato, concordo. Há pessoas que ganham dinheiro com ele, também concordo. Mas são essas mesmas pessoas que tornam essa realidade possível.
E quem pode mensurar o valor monetário do pôr-do-sol ou o preço de um abraço apertado dado pelo ente amado num dia frio? Quanto você estaria disposto a pagar por aquilo que torna a vida melhor, mais intensa e verdadeira?...

Depois de 23 anos de silêncio, foi graças ao implante coclear que pude ouvir o som da chuva. O barulho do mar...
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sábado, 25 de maio de 2013

SURDOS QUE SE COMUNICAM ORALMENTE PEDEM ACESSO À CULTURA: LEGENDAS E AROS MAGNÉTICOS - NA ESPANHA

La confederación española de familias de personas sordas pide medidas para facilitar el acceso a la cultura

Enrique Cidoncha
Foto: ENRIQUE CIDONCHA
MADRID, 24 May. (EUROPA PRESS) -
   El presidente de la Confederación Española de Familias de personas sordas (Fiapas), José Luis Aedo, se ha reunido con el secretario de estado de Cultura, José María Lassalle, al que ha pedido medidas para facilitar el acceso de este colectivo a la cultura, según ha informado la confederación.
  Durante la reunión, Aedo ha insistido en las dificultades a las que se enfrentan las personas sordas que comunican en lengua oral y que utilizan prótesis auditivas en el acceso a la cultura y a la vida cultural debido, fundamentalmente, a la falta de disposición de los medios de apoyo a la comunicación oral (subtitulado, bucles magnéticos*) que precisan para poder participar en igualdad de condiciones que el resto de los ciudadanos.
   Asimismo, el presidente de Fiapas ha reconocido el valor de la iniciada implantación de medidas de accesibilidad a la información y a la comunicación en museos y teatros.
   Los estudios científicos realizados dentro y fuera de España señalan que con la detección precoz de la sordera, la adaptación protésica temprana (audífonos y/o implantes auditivos), la intervención logopédica o el apoyo escolar los niños con sordera acceden al lenguaje oral de una manera precoz y natural, alcanzando niveles lectores similares a los de sus compañeros oyentes.
   De esta forma, pueden disponer de la competencia lectora necesaria para ser aprendices autónomos y adquirir un hábito de lectura reflexiva, que propicia su acercamiento curioso y espontáneo  a los libros.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Limite de volume para aparelhos de som e celulares na Comunidade Européia

Aparelho de som e celular —novo regulamento comunidade europeia  

Todos os aparelhos de som e telefones celular vendidos na comunidade europeia a partir de 2013 são sugeridos a ter um som limite de 85 decibeis (dB)

O novo padrão estipula que todos os aparelhos de som vendidos na Comunidade Europeia após fevereiro de 2013 deve ter o nível de volume definido em 85 decibeis (dB). Os aparelhos de celular que podem tocar música através de headphone são afetados com essa recomendação de limite de som.

Contudo, os consumidores podem também escolher em exceeder o limite e aumentar o nível volume para o máximo 100 decibeis(dB). Se eles fizerem isso, é advertido sobre o risco de ouvirem música acima do nível de segurança que pode ser repetido a cada 20 horas ao se escutar música alta.

Milhões de pessoas colocam suas audições em risco

Em outubro de 2008, um estudo feito dirigido pelo Scientific Committee on Emerging and Newly Identified Health Risks (SCENIHR) estimou que mais de 10 milhões de europeus têm colocado suas audições em risco quando escutam som alto em seus aparelhos de MP3.

Baseado nessa pesquisa e a pedido da Comissão Europeia essa novo padrão de segurança tecnológica, efetivado em 2013 foi  elaborado pelo Organismo de normalização da Comunidade Europeia (European Committee for Electrotechnical Standardisation (CENELEC)).

Padrão europeu não obrigatório

O padrão europeu é voluntário e a Comissão tem expressado que esse padrão se tornou os novos  meios de medida na indústria.

Fonte: http://europa.eu/

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Interferência no Blog - caros amigos nos últimos dias ao abrir o blog aparecia um aviso pedindo nome de usuário, era aviso indevido e já removemos a interferência

Interferência no Blog - caros amigos nos últimos dias ao abrir o blog aparecia um aviso pedindo nome de usuário e senha, era um aviso indevido e já removemos a interferência. Para eliminar essa intromissão tive que fazer uma faxina no blog eliminando  várias listas e links. AS POSTAGENS CONTINUAM IGUAIS, SEM PROBLEMAS.
Aos poucos vamos colocar novamente os links e indicação de blogs.
Obrigada Sô.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Manifesto dos Surdos Usuários da Língua Portuguesa continua sendo divulgado mostrando nossas necessidades específicas


Recebemos cópia da seguinte mensagem a respeito do Manifesto dos Surdos Usuários da Língua Portuguesa: 

http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/3657


Dirigida ao Professor Teófilo Galvão Filho e a vários destinatários:


Obrigada por compartilhar o manifesto. Vou assinar porque comungo com eles a necessidade de reconhecimento da diversidade com compõe o universo da pessoa surda/com deficiência auditiva.

Aproveito para compartilhar um texto que escrevi em 2009, para o capítulo "Acessibilidade na Comunicação" no livro: Atores da Inclusão na Universidade. Ele está focado na escola, porém, denota a forma como nos aprisionamos ou cristalizamos determinadas "identidades".


Comunicação com a pessoa surda: um universo diverso

“Não há uma única identidade na qual repercute a surdez. O respeito às diferentes maneiras de ser surdo que a escola deve potencializar baseia-se no conhecimento das características comuns e das específicas de cada uma delas.” (SILVESTRE, 2007, p.165).

Quando nos reportamos à acessibilidade na comunicação de pessoas surdas é necessário termos em mente que esse coletivo é extremamente diverso, e que, muitas vezes, na nossa formação ou nas informações que temos sobre esse universo, tentamos reduzi-lo.

Devemos levar em consideração que existem várias formas da pessoa surda interagir (há pessoas surdas que utilizam a Língua de Sinais como primeira língua; há os que têm a Língua Portuguesa como primeira língua –são denominados oralizados – e aprenderam a língua de Sinais enquanto adultos;os surdos bilíngües; os que não são oralizados e não conhecem a Língua de Sinais e ainda utilizam gestos criados no seu entorno familiar, etc.)

Portanto, para pensarmos em uma universidade ou qualquer ambiente escolar inclusivo, devemos partir dessa multiplicidade e entender quais são as características das pessoas com surdez às quais tentamos nos comunicar e/ou prover o acesso às informações. Ao enveredarmos por uma educação que contemple a diferença como ponto de partida, vamos imprimindo na escola inclusiva amplas possibilidades de comunicação, seja com surdos que se comunicam através da Língua de Sinais ou não. Pois em consonância com Silvestre (2007), entendemos que o posicionamento dessa vertente não consolida essa divisão entre surdos/ouvintes, pois entende que os alunos de forma geral apresentam uma diversidade, que não apenas deriva da surdez, mas de outros fatores (diferenças de origem social, cultural, étnica, dificuldades de conduta, visual etc).

Quando nos fechamos em di-visões, caímos numa cilada que nos aprisiona em um dos lados e dificulta nossa percepção e nossa
ação em direção a uma escola que atenda a todos. Se, por exemplo, nós nos ativermos que a identidade da pessoa surda se compõe a partir da Língua de Sinais, estaríamos excluindo todas as outras pessoas com surdez que não utilizam a Língua de Sinais ou que a utilizam em situações específicas.
Na compreensão de Santana (2007), o que forma a identidade da pessoa surda não é necessariamente a Língua de Sinais e sim a presença de uma língua que possibilite a constituição da pessoa como sujeito “falante”, ou seja à constituição de sua própria subjetividade pela linguagem e às implicações dessa constituição nas suas relações sociais.

Entendemos que a inclusão requer mais que estratégias específicas para a comunicação em determinada língua; requer comunicação
constante com os conhecimentos que trazemos da nossa formação acadêmica e continuada; requer questionarmos sobre as formas
lineares que os conhecimentos nos foram trazidos e requer uma interação constante com os nossos pares, que a nosso ver são os que
fazem parte do contexto que estamos inseridos (sejam alunos surdos ou ouvintes, cegos ou videntes, professores, familiares etc).

Portanto, pensar em um escola inclusiva requer que desatemos os nós que nos prendem a uma única visão de sujeito, para que possamos encarnar os acontecimentos e vê-los a partir de outros pontos de vista que não estejam enraizados nas nossas velhas concepções.

Lilia Barreto
Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva - CNRTA
Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer